Início Notícias 'Atletas não vivem em um mundo à parte'

'Atletas não vivem em um mundo à parte'

13
0

As preocupações com o coronavírus ganharam uma proporção ainda maior entre os jogadores. O presidente do Sindicato dos Jogadores de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Saferj), Alfredo Sampaio, afirmou que, depois de conversar com os capitães das quatro equipes com maior projeção no estado, decidiu enviar um pedido à CBF e Ferj para parar o Campeonato. Carioca.

– Entramos em contato com eles após a decisão de retirar o público dos estádios. Os capitães da equipe expressaram grande preocupação com a rotina que envolve o Estado. Por mais que não haja presença de torcedores, cada jogo envolve cerca de 50 pessoas, considerando jogadores, treinadores, imprensa … Além disso, existem viagens, tráfego do hotel ao estádio. Por esse motivo, a partir de segunda-feira, apresentarei uma carta a Ferj e CBF com o pedido de adiar a competição. Ele disse: LANÇAMENTO!

Sampaio destaca as preocupações que mais chamaram sua atenção nas declarações dos capitães. Everton Ribeiro, meio-campista do Flamengo, zagueiro do Vasco Leandro Castan, meio-campista do Fluminense Nenê e zagueiro do Botafogo Joel Carli foram alguns dos jogadores que falaram sobre a continuação do Campeonato Carioca.

– Existe preocupação com o tráfego, o possível risco de contágio e até contaminação de alguém da família com o coronavírus. Afinal, a doença pode ser transmitida às esposas e até aos filhos e pais, que, dependendo da idade, são o grupo mais suscetível em meio à pandemia. Por mais que o atleta tenha força física, o que garante boa imunidade, isso não significa que ele esteja completamente seguro. A prova disso é o que vemos por aí! – ele declarou.

O presidente da Saferj deplorou a declaração de Wilson Witzel. Quando perguntado na sexta-feira passada sobre a determinação de quais jogos estaduais acontecerão com os portões, o governador do Rio de Janeiro afirmou que "o contágio é entre atletas, então o risco é deles".

– Foi muito lamentável. Isso serviu apenas para demonstrar que muitas pessoas pensam que os jogadores vivem em um mundo à parte. Não podemos pensar assim, lidando com as crises mundiais da maneira brasileira! Por mais que eu entenda que a greve carioca vai afetar o calendário nacional, temos que parar de ver tudo devido a um problema econômico e político – disse Alfredo Sampaio, listando:

– Os gerentes devem parar de pensar que os jogadores e a equipe técnica não são afetados por nenhum problema no mundo. Muitas comissões técnicas têm, por exemplo, gabinetes maiores, que estão no clube há muito tempo. E o risco de você ser infectado pelo coronavírus e infectar outros membros? Temos o exemplo do Campeonato Gaúcho, no qual o Grêmio jogará amanhã (domingo) no Rio Grande do Sul, com as portas fechadas às 11h, e a previsão do tempo é de 38 graus. Há uma grande falta de consistência ao lidar com atletas, acrescentou.

Sampaio detalhou os seguintes passos em relação à busca de prevenção entre os jogadores.

– Infelizmente, não devemos ter uma resposta a tempo de interromper a competição neste fim de semana. Mas com a carta enviada à CBF e Ferj na segunda-feira, será nossa primeira tentativa. Os jogadores se preocupam não apenas com a rotina do Estado, mas também com a Copa do Brasil. Afinal, há tráfego em aeroportos, aviões, hotéis. Vamos tentar, não importa o quanto sabemos que será um desafio mudar a rotina do cronograma, disse ele.

Maracanã

Maracanã vai organizar jogos neste fim de semana com portas fechadas (Foto: Divulgação)

Source link